01 maio 2008

Massacre corinthiano

A torcida não entrou em campo, mas foi decisiva para o Corinthians nesta quarta-feira. Apoiado por mais de 50 mil pessoas em um cenário de decisão que tomou o Morumbi, a equipe alvinegra dividiu cada bola como se estivesse em uma final e com um ritmo impressionante no primeiro tempo, goleou o Goiás por 4-0 para se classificar às quartas-de-final da Copa do Brasil. Na ida, em Goiânia, havia perdido por 3-1.

O jogo não valeu um título, mas foi encarado como tal por torcida e jogadores. Já no aquecimento, Felipe pedia o apoio das arquibancadas. E era atendido. Em troca, o Corinthians sufocou o Goiás desde o início. Com 30 minutos de jogo, já goleava por 4-0. Diogo Rincón marcou os primeiros dois gols em jogadas parecidas, após rebotes em tentativas de Herrera. O argentino também deixou sua marca, fazendo o quarto gol e André Santos anotou o mais bonito dos gols ainda antes do intervalo. "Só temos que parabenizar todos os torcedores que estão aqui hoje. Sabíamos que seria um jogo muito difícil, mas jogar no Corinthians é isso, é garra e luta o tempo todo. Para quem duvidava, essa é mais uma prova da nossa força", comemorou o lateral-esquerdo.

Agora, o Corinthians pega na briga por uma vaga na semifinal o São Caetano, que passou pelo Atlético-GO. O primeiro duelo acontecerá na próxima terça-feira, no Morumbi, já que na quarta-feira o São Paulo atuará no Morumbi pela Libertadores. A segunda partida será realizada uma semana depois.

Precisando da vitória, Mano Menezes colocou o time no ataque. O treinador sacou um zagueiro e escalou Lulinha ao lado de Diogo Rincón. Mas não foi só a formação em campo que estava ofensiva. A postura do time foi a de agredir o Goiás desde o início, sufocando o adversário. E a pressão logo deu resultado.

Com cinco minutos de bola rolando, Herrera recebeu na entrada da área e bateu prensado por Harlei. Diogo Rincón, então, atirou-se no chão e conseguiu empurrar para o fundo das redes, abrindo o placar. Cheio de confiança e com o nome gritado pela torcida, a mesma que já pediu sua saída do clube, Lulinha também quase marcou. Diogo Rincón, inspirado, não ficou no quase e fez o segundo, novamente após dividida de Herrera, aos 16 minutos.

Os dois gols (que já bastavam para garantir a vaga) não fizeram o Corinthians diminuir o ritmo. Tanto que aos 23, André Santos invadiu a área em bela tabela, passou por Harlei e ampliou para 3-0 a diferença no placar em um belo gol, misturando raça e habilidade. Sete minutos depois, Herrera desta vez não só participou, como marcou o quarto gol, de cabeça, escorando cruzamento de André Santos.

No segundo tempo, o objetivo do Corinthians foi administrar a ampla vantagem no placar. Ainda assim, teve boas oportunidades com Diogo Rincón e André Santos. A torcida pôde vibrar também com os gols do Sport sobre o arqui-rival Palmeiras, eliminado ao perder por 4-1 em Recife. Na parte final do jogo, o Goiás sofreu outro golpe com a expulsão de Fabinho, que acertou uma cotovelada em Herrera.

Mas o golpe principal já estava aplicado no placar, e o Corinthians pôde comemorar a classificação com direito a gritos de "olé" de um público recorde neste ano em São Paulo : o maior registrado até então havia sido no clássico entre Corinthians e Palmeiras, com 48.930 pagantes, pelo Paulista.
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Ricardo Inocencio é colunista do Futebol e Etc., e chupou muita uva verde na noite de ontem, além de se sentir plenamente vingado pela derrota de Goiânia.

Leão devora o porco

Empurrado por mais de 30 mil torcedores na Ilha do Retiro, o Sport Recife aplicou uma goleada pra cima do Palmeiras (4-1) na partida de volta das oitavas-de-final da Copa do Brasil e se classificou para a próxima fase onde enfrentará o Internacional.

O time alviverde, que está prestes a encerrar um jejum de 11 anos sem títulos estaduais, entrou em campo precisando de uma simples vitória ou de qualquer empate com gols, já que na semana passada havia empatado em 0-0 no estádio Palestra Itália. Mas o Sport estava numa noite inspirada e logo aos 7 minutos após cobrança de escanteio, Durval ajeitou para Romerito, de cabeça, fazer 1-0 para os donos da casa.

O gol pernambucano obrigou o Palmeiras a sair pro jogo, já que agora o empate o favorecia, e aos 15 minutos Valdívia fez ótima inversão de jogo para Leandro que ajeitou e cruzou na medida para cabeçada certeira de Alex Mineiro, que tirou com inteligência do goleiro Magrão para empatar a partida. Esse placar dava a vaga ao Verdão.

Mas o Sport, e principalmente o meia Romerito (que já passou pelo Corinthians em 1996), estavam mesmo numa noite especial e aos 31 minutos o atacante Carlinhos Bala deixou o meia na cara do goleiro Marcos que nada pode fazer, Sport 2-1. Antes de acabar a etapa inicial Romerito ainda deixaria mais um nas redes palestrinas.

Carlinhos Bala levantou a bola na área e o meia apareceu livre para de cabeça marcar seu 3º gol na partida e levar a galera ao delírio, abrindo ótima vantagem para a equipe pernambucana.

Na volta do intervalo o Sport ficou com um jogador a menos, já que Éverton foi expulso. O técnico Vanderlei Luxemburgo colocou Denílson no lugar do volante Pierre na tentativa de explorar a vantagem numérica, mas não deu certo e ainda viu o Sport marcar o quarto gol através do lateral Dutra que num rápido contra-ataque, bateu cruzado e sem marcação para finalizar o placar.
O time paulista até tentou diminuir mas o goleiro Magrão evitou por duas vezes qualquer reação palmeirense.
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Ricardo Inocencio é colunista do Futebol e Etc., e comemorou demais a eliminação do Palmeiras e ainda por cima com goleada.

Fluzão mais perto da vaga

O Fluminense deu um passo grande para se classificar para as quartas-de-final da Copa Libertadores da América. Na noite desta quarta-feira, em Medellín, na Colômbia, o Tricolor derrotou o Atlético Nacional por 2-1.

Para seguir na competição sul-americana, o Fluminense pode até perder por 1-0. Derrota por dois gols de diferença ou por um, mas a partir de 3-2, classifica o Atlético Nacional. Caso os colombianos devolvam os 2-1, a vaga será decidida nas penalidades máximas.
A partida de volta será realizada na próxima terça-feira, dia 6 de maio, às 18h30, no Maracanã. Passando pelo Atlético Nacional, o Fluminense encara São Paulo ou Nacional de Montevidéu.

O jogo, além da boa vitória do Fluminense, marcou o retorno de Dodô aos gramados. O atacante, totalmente recuperado de fratura na face, não atuava desde o dia 8 de março. O Atlético Nacional, atuando em casa, começou em cima do Fluminense. Só quem em nenhum momento a equipe colombiana incomodou o goleiro Fernando Henrique.

O Tricolor, por sua vez, também não fez um bom primeiro tempo. Porém, na única jogada individual da equipe, aos 18, Júnior Cesar acabou sendo derrubado dentro da área por Ospina.
O lance originou o cartão vermelho para o goleiro e muita reclamação por parte dos colombianos. Thiago Neves, que não tinha nada com isso, cobrou e converteu, aos 21 minutos.

O segundo tempo começou complicado para o Fluminense. Logo aos seis, o Atlético Nacional empatou com Arrué, após uma bobeada de Washington. Três minutos depois, Thiago Silva, com uma lesão na coxa esquerda, foi substituído por Roger. E o time da casa apertava a pressão no ataque, mas muito desorganizado não conseguia concluir as jogadas.

O Fluminense ficou acuado nos primeiros 15 minutos, quando resolveu sair novamente para o jogo. Aos 30, num chute da entrada da área, Darío Conca colocou o Tricolor novamente na frente. Aos 32, o técnico Renato Gaúcho, que já tinha trocado Thiago Neves por Maurício, resolveu colocar em campo Dodô. O atacante ocupou o lugar de Dário Conca. Porém, nada mais foi alterado e o Fluminense deu um grande passo para avançar na competição.
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Ricardo Inocencio é colunista do Futebol e Etc., e ficou feliz com a boa vitória do Fluminense fora de casa.

Um empate agradável

Nacional e São Paulo jogaram em Montevidéu a primeira partida das oitavas-de-final entre as duas equipes e o placar de 0-0 serve tanto para um como para o outro time.

Para o Nacional foi interessante não sofrer gols em casa e agora no jogo de volta em São Paulo, qualquer empate com gols o classifica, assim como outro 0-0 leva o jogo para os pênaltis. Já o Tricolor paulista tem a obrigação de vencer (o que não é nada impossível) por qualquer resultado.

Com um frio de aproximadamente de 3ºC, as equipes fizeram um jogo sem muita emoção. O São Paulo começou melhor e no primeiro lance quase abriu o placar com Jorge Wágner que exigiu boa defesa do goleiro Viera.

Depois disso o Nacional tentava chegar com bolas aéreas para Richard Morales, mas a defesa são-paulina se virou muito bem, até que aos 31 minutos o time uruguaio quase fez.
O centroavante Fornaroli invadiu a área e tocou na saída de Rogério Ceni, a bola só não entrou porque Alex Silva chegou na hora pra salvar em cima da linha e evitar o gol do Nacional.

No segundo tempo o Nacional atacou mais, porém sem criar grandes oportunidades, enquanto o São Paulo arriscava nos contragolpes, mas o jogo era muito feio, amarrado no meio de campo e o placar de 0-0 acabou sendo justo. No finalzinho Borges teve uma chance pra fazer o gol da vitória, mas preferiu dar o passe para Éder Luis que desperdiçou a jogada.

Com o jogo de ontem, o goleiro Rogério Ceni completou 800 partidas vestindo a camisa tricolor.
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Ricardo Inocencio é colunista do Futebol e Etc., e acredita que o Nacional tem chances de se classificar no Morumbi.

Mengão das alturas

O Flamengo está se especializando em ganhar jogos na altitude.

Na 1ª fase meteu 3-0 pra cima do Cienciano, em Cuzco e ontem jogando no estádio Azteca, na Cidade do México, o time carioca encarou o América de igual pra igual e saiu de campo com uma vitória (4-2) que o deixa com os dois pés nas quartas-de-final da Taça Libertadores.

O jogo foi emocionante e o Flamengo poderia ter feito até mais gols se tivesse com a pontaria mais afiada. No primeiro tempo cada equipe havia criado uma boa chance de gol, e quando já eram 43 minutos o Flamengo saiu na frente com gol de Marcinho após lançamento de Bruno.
Mas um minuto depois o América chegou ao empate com Cervantes, aproveitando vacilo da zaga.

No segundo tempo em apenas 10 minutos, Ibson e Obina tiveram duas chances claras de gol, mas ambos pararam nas mãos do goleiro Ochoa. Aos 15, Leonardo Moura salvou em cima da linha um gol certo dos mexicanos e logo em seguida fez uma jogada maravilhosa mas parou na trave.

Até que aos 24 minutos Obina deu um passe para Marcinho marcar seu 2º gol no jogo e colocar o Mengão de novo em vantagem. Mas assim como foi no 1º tempo, o América empatou no minuto seguinte, desta vez com Mosqueda que fuzilou pras redes após cruzamento de Cabañas.

O jogo era muito movimentado, e o América se empolgou chegando a marcar o terceiro com Cabañas, mas o atacante estava em posição de impedimento e o gol foi bem anulado. E quando todos pareciam satisfeitos com o empate, eis que o Mengão foi ao ataque e aos 42 minutos fez 3-2 com Diego Tardelli aproveitando jogada de Leo Moura.

E tinha mais, já nos descontos Leonardo Moura tabelou com Ibson e tocou na saída de Ochoa pra decretar 4-2 e trazer pro Rio de Janeiro uma vantagem incrível para o time da Gávea.
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Ricardo Inocencio é colunista do Futebol e Etc., e não esperava que o Mengão fizesse um placar tão bom como esse.