31 janeiro 2008

Corinthiano roxo

O Corinthians surpreendeu em sua nova iniciativa de marketing voltada para homenagear a Fiel.

O clube anunciou nesta quarta-feira o lançamento de seu terceiro uniforme, que será da cor roxa.

O vice-presidente de marketing, Luis Paulo Rosenberg, explicou que a cor será usada para homenagear os “corintianos roxos”.

“O preto e o branco são as cores da nossa tradição, mas só um corintiano será roxo”, afirmou.

A última vez em que o Corinthians utilizou um terceiro uniforme foi em 2006, quando adotou o modelo preto com listras e números em dourados na Copa Libertadores.

O primeiro jogador a vestir a camisa roxa foi o atacante Dentinho, que gostou da iniciativa.

“A camisa é linda, espero fazer muitos gols para a torcida, pois sem ela o Corinthians não é nada”, comentou o jogador.

O terceiro uniforme passará a ser usado a partir de março, mas ainda sem um jogo estipulado.

As iniciativas de marketing vêm crescendo na nova gestão do clube. Depois do rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o Timão lançou a campanha “Eu nunca vou te abandonar”, que já resultou na venda de cerca de 90 mil kits (camiseta, pulseira e adesivo).

Sempre que questionados sobre contratações, os dirigentes do departamento de futebol lembram que o clube deverá ter um aporte de capital em maio, quando há a expectativa de um retorno dos investimentos feitos no marketing.
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Ricardo Inocencio é colunista do Futebol e Etc., e achou linda a terceira camisa do Timão.

29 janeiro 2008

Só as feras


Foi realizada no último domingo (27/01), em Atlanta, a 56ª edição do All Star Game da NHL.
A partida foi jogada no Philips Arena, onde o Thrashers costuma mandar suas partidas, o público presente foi de aproximadamente 18.600 pessoas, ou seja : ginásio lotado.

Como ocorre em todos os anos, a partida é disputada entre a seleção da Conferência Leste contra a da Conferência Oeste.

Os jogadores escolhidos são votados pela internet e o clima é de festa, normalmente não se cometem penalidades e todos os jogadores participam de pelo menos alguns minutos do jogo.

Com os goleiros não é diferente, como são três períodos de 20 minutos, cada goleiro joga um período completo e não retorna mais ao jogo, a não ser que precise substituir outro por contusão, ou algo do gênero.

A partida desse domingo foi eletrizante, a seleção do Leste saiu perdendo mas virou pra 5-1 fechando o 1º período com uma bela vantagem.

No 2º período o Oeste equilibrou as coisas e diminuiu pra 3-5, esse período também foi marcado pela brilhante atuação do goleiro Evgeni Nabokov (que joga no Sahrks). Por duas vezes ele frustrou a torcida local ao impedir que Ilya Kovalchuk (jogador do Atlanta Thrashers) marcasse seu golzinho.

A seleção do Oeste começou o período final com tudo e empatou a partida em 5-5, mas o Leste logo retomou a frente fazendo 6-5, a correria era geral e o Oeste conseguiu até virar pra 7-6, mas Eric Staal empatou de novo.

Faltando 20 segundos pro final, quando todos já esperavam uma prorrogação, Marc Savard (que já foi jogador do Atlanta) marcou o gol da vitória após um passe de Campbell e de Staal.

Leste 8-7 Oeste, e depois de seis anos seguidos o MVP (melhor jogador da partida) escolhido foi do time vitorioso, a honra coube a Eric Staal, jogador do Carolina Hurricanes, que marcou dois gols e deu a assistência no gol da vitória.

O próprio Staal ficou supreso com o prêmio, já que todos esperavam que Rick Nash (do Columbus) saísse com o troféu, afinal Nash marcou três gols na partida (o chamado hat-trick).
Mas acredito que não quiseram premiar um jogador que perdeu a partida, como foi nos outros anos.

Os gols foram anotados na seguinte ordem :

Primeiro período : Nash (1-0 Oeste), Staal (1-1 Leste), Markov (2-1 Leste), Ovechkin (3-1 Leste), Campbell (4-1 Leste) e Ovechkin (5-1 Leste).

Segundo período : Nash (2-5 Oeste) e S.Niedermayer (3-5 Oeste)

Terceiro período : Getzlaf (4-5 Oeste), Nash (5-5 Oeste), Hossa (6-5 Leste), Phaneuf (6-6 Oeste), Gaborik (7-6 Oeste), Staal (7-7 Leste) e Savard (8-7 Leste).

http://www.youtube.com/watch?v=pb6bTnnUfZg

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Ricardo Inocencio é colunista do Futebol e Etc., apaixonado por hockey no gelo e lamenta não ter assistido a partida, ainda que fosse pela internet.

Morcego ou Macaco ?


É verão, e na Argentina antes de começar a temporada oficial com o Torneo Clausura, as equipes costumam jogar amistosos ou torneios curtos em cidades litorâneas ou ainda pelo interior do país.

No último sábado (26/01), os dois maiores clubes argentinos se enfrentaram em Mar del Plata numa partida amistosa e o Boca Juniors venceu o River Plate por 2-0.

E não foi um jogo qualquer, de um lado estava Ariel Ortega, capitão e e principal nome do River, e do outro ninguém menos que Juán Román Riquelme, camisa 10 dos "Xeneizes".

O jogo como sempre foi muito disputado, brigado e com lances polêmicos. O Boca fez 1-0 com um gol do volante Battaglia numa falha terrível de marcação da defesa millonaria.

No segundo tempo, o zagueiro paraguaio Cáceres (que já jogou no River) acertou uma cotovelada em Ortega, mas o juiz só deu a falta e não viu a agressão.

Porém o Boca levava mais perigo e após uma cobrança de falta perfeita de Riquelme, o goleiro Carrizo se esticou todo pra evitar o gol, mandando a bola pra cima, aí apareceu Martín Palermo e e cabeça mandou pras redes. Boca 2-0 e carnaval nas arquibancadas.

O detalhe do gol porém, foi que Palermo se apoiou no travessão com uma das mãos no momento da cabeçada, o que é proibido pelas regras da Fifa, que diz que o gol deveria ser anulado.

Mas o juiz deu o gol, o Boca ganhou e a polêmica começou.

http://www.youtube.com/watch?v=zHTWj77W8rU

http://www.youtube.com/watch?v=apqgxbR0Omk
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Ricardo Inocencio é colunista do Futebol e Etc., e acha que o gol deveria ser anulado, mas não deixou de ser um gol histórico e raro.

28 janeiro 2008

Majestoso polêmico

A foto acima mostra dois dos três principais personagens do clássico (talvez único no ano) de ontem envolvendo Corinthians e São Paulo.

O outro personagem é o árbitro Sálvio Spinola Fagundes Filho que anulou um gol de Adriano aos 41 minutos do 2º tempo, alegando falta do atacante tricolor no zagueiro corinthiano Willian.

Fora esse lance mais agudo, o jogo teve poucas oportunidades reais de gol.

Aos 5 minutos de jogo Dentinho fez boa jogada pela ponta esquerda e cruzou pelo alto, mas Finazzi cabeceou muito mal por cima da trave de Rogério Ceni que já estava vencido no lance.

O São Paulo respondeu com perigo aos 31 minutos quando Souza cobrou uma falta com força e Felipe fez uma boa defesa, na jogada seguinte o meia Jorge Wagner levantou a bola na área e Adriano quase marcou de cabeça, mas a bola subiu muito e acabou indo pela linha de fundo.

Na etapa final o equilíbrio foi ainda maior e o Corinthians chegou assustando por duas vezes.
Aos 13 minutos Alessandro chutou a bola no ferro lateral que dá a sustentação a trave, arrancando o famoso "uuhh" da galera, seis minutos depois Lulinha perdeu um gol incrível ao chutar por cima uma bola que Rogério Ceni havia soltado na linha de fundo.

Do lado tricolor, muitos passes errados e pouca objetividade, o técnico Muricy demorou pra mexer na equipe e só aos 37 minutos promoveu a estréia do meia Carlos Alberto (ex-Corinthians), mas ele pouco pegou na bola.

Aos 41 teve o lance polêmico do gol anulado de Adriano, e o clássico ficou mesmo no 0-0 para decepção do torcedor que queria ver seu time vitorioso.

http://www.youtube.com/watch?v=BPNLyjHitzk
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Ricardo Inocencio é colunista do Futebol e Etc., e acha que o Corinthians jogou melhor, e que se não fosse a má pontaria dos seus atacantes teria vencido o jogo.

Fim de uma hegemonia


O sérvio Novak Djokovic conquistou no Aberto da Austrália o primeiro título de Grand Slam em sua carreira.

Número 3 do ranking mundial, ele derrotou, de virada, na final deste domingo, o francês Jo-Wilfried Tsonga por 3-1, com parciais de 4/6, 6/4, 6/3 e 7/6 (2).

Djokovic, que eliminou Roger Federer nas semifinais, tirando do suíço a chance de arrebatar o 13º troféu de Grand Slam, entrou em quadra como favorito. Mas demorou a exercer essa condição diante de um tenista que chegou à decisão como "zebra" por estar apenas na 38ª colocação no ranking e não ser um dos cabeças-de-chave.

De um primeiro set tenso, em que lutou contra a motivação de Tsonga, Djokovic passou a dominar o confronto a partir da segunda série. Sem ter o saque ameaçado, o sérvio apresentou consistência e embalou para o histórico triunfo aos 20 anos de idade.

Dono de oito títulos em torneios de primeira linha, Djokovic disputou a segunda final de um Grand Slam. A primeira havia sido no ano passado, quando perdeu por 3-0 para Federer no Aberto dos Estados Unidos. Em 2007, também foi semifinalista em Wimbledon e em Roland Garros.

No Aberto da Austrália, o sérvio vinha de oitavas-de-final em 2007, mas mostrou uma campanha arrasadora neste ano. Sem perder nenhum set até a decisão, ele despachou tenistas de renome, como Lleyton Hewitt e David Ferrer, mas viveu seu melhor momento na semi, em que derrubou Federer, que buscava o quarto título em Melbourne.

Tsonga, de 22 anos, foi a surpresa da vez. Antes de despachar o espanhol Rafael Nadal na semifinal, ele havia vencido outros três cabeças-de-chave (o escocês Andy Murray na estréia, o francês Richard Gasquet nas oitavas e o russo Mikhail Youzhny nas quartas).

Djokovic pôs fim também a uma hegemonia em torneios de Grand Slam. É que o suiço Roger Federer e o espanhol Rafael Nadal monopolizaram os principais torneios do circutio masculino nos últimos três anos, conforme podemos ver abaixo :

Australian Open 2006 e 2007 - Roger Federer

Roland Garros 2005, 2006 e 2007 - Rafael Nadal

Wimbledon 2005, 2006 e 2007 - Roger Federer

US Open 2005, 2006 e 2007 - Roger Federer

Foram 11 competições seguidas, em que Federer dominou oito delas, com Nadal se dando bem no saibro francês de Roland Garros por três vezes. E agora, será que Djokovic vai também entrar para esse time ?

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Ricardo Inocencio é colunista do Futebol e Etc., e acha que Djokovic ainda vai vencer outros torneios de Grand Slam na sua carreira.