skip to main |
skip to sidebar
Arsenal e Liverpool empataram por 1-1 nesta quarta-feira (02/04), no Emirates Stadium, na partida de ida das quartas-de-final da Liga dos Campeões, e levaram a decisão por uma vaga na semifinal para o confronto da próxima terça-feira, no Anfield, quando o time da casa poderá avançar em caso de empate sem gols.
O clássico inglês foi disputado sob um caráter histórico, marcando o jogo de número 200 na história de 115 anos deste confronto e o primeiro por competições européias. Além disso, deu início a uma série de três partidas entre Arsenal e Liverpool. Depois desta quarta-feira, os clubes voltam a se enfrentar neste sábado (dia 05), pelo Campeonato Inglês, também em Londres, antes do duelo de volta pelas quartas-de-final da Liga.Os times entraram em campo impulsionados por seus últimos resultados na competição nacional. Os "Gunners" vinham de uma vitória de virada por 3-2 sobre o Bolton, enquanto os "Reds" haviam derrotado o Everton por 1-0 no clássico de Merseyside.A primeira oportunidade de gol do jogo surgiu para os donos da casa. Aos 20 minutos, Flamini deu assistência aérea excelente para Van Persie que, já dentro da área, tentou arrematar de primeira e mandou a bola por cima do travessão de Reina.O atacante holandês teve outra chance dois minutos depois. O jogador recebeu passe de frente para área, fora dela, e limpou o lance para chutar e ver Reina praticar boa defesa, mandando a bola para escanteio. Na batida, Van Persie acertou e colocou a bola na cabeça de Adebayor, que não teve dificuldade para subir mais do que a zaga do Liverpool para fazer 1 a 0.Foi o 23º gol do centroavante em 32 partidas nesta temporada.Mas o Liverpool respondeu três minutos depois. O capitão Gerrard fez grande jogada pela esquerda ao driblar dois marcadores, invadir a área e cruzar para Kuyt se jogar na bola e empatar a partida.A etapa complementar em Londres começou em ritmo acelerado. Aos 2 minutos, Gerrard bateu falta pela ponta-direita, colocou a bola na segunda trave e Kuyt, no rebote, chutou travado para a defesa de Almunia. O time da casa respondeu aos 9, o jovem Walcott, que substituiu Van Persie, avançou pela esquerda e, da intermediária, chutou forte de perna direita mirando o ângulo oposto de Reina e fez a bola raspar a trave do Liverpool.Aos 20 minutos, Hleb fez fila na zaga do Liverpool, invadiu a área driblando três marcadores e foi puxado por Kuyt. O árbitro deu apenas escanteio em um lance claro de pênalti. Cinco minutos depois, Adebayor avançou pela esquerda, cruzou, Fábregas empurrou a bola para o gol e Bendtner, já impedido, se atrapalhou e mudou a trajetória da bola, impedindo o que seria o gol da vitória.Depois disso, o jogo ficou muito amarrado no meio-campo e o empate acabou deixando tudo pro jogo da volta, onde um dos ingleses permanecerá e o outro terá que se despedir da competição.--------------------------------------------------Ricardo Inocencio é colunista do Futebol e Etc., e torce para que o Liverpool avance às semifinais.
O Manchester United fez valer a superioridade técnica sobre a Roma na abertura das quartas-de-final da Liga dos Campeões da Europa. Nesta terça-feira, a despeito de ter atuado fora de casa, a equipe inglesa superou os italianos por 2-0 e se aproximou da décima semifinal de sua história na principal competição de clubes do continente.O resultado confirmou a fase positiva do Manchester, que havia batido o Aston Villa por 4-0 no último sábado em uma grande apresentação. O futebol vistoso do time inglês deu lugar à eficiência nesta terça-feira, e a vitória foi alcançada apesar de a Roma ter dominado muito tempo do jogo.A Roma, que não pôde escalar o atacante Totti por conta de uma lesão, precisa vencer por dois gols de diferença na partida de volta caso marque ao menos três vezes, ou bater o Manchester com três gols de vantagem para atingir as semifinais. Triunfos e derrotas por um gol de diferença dão a vaga ao Manchester United.Com isso, os ingleses têm uma tarefa ainda mais tranqüila do que a história do ano passado, quando encontraram a mesma Roma nas quartas-de-final. Naquela ocasião, os italianos venceram por 2-1 em casa e foram eliminados com uma goleada por 7-1 em Manchester.O técnico Alex Ferguson apostou em uma formação diferente para o Manchester United nesta terça-feira. A equipe inglesa teve o sul-coreano Park e o brasileiro Anderson entre os titulares diante da Roma, com a intenção de povoar o meio-campo e dar espaços para Rooney, isolado, no setor ofensivo. Para isso, o meio-campo do Manchester teve Carrick mais preso, Scholes e Anderson completando o trio de volantes e Park aberto na direita. Além disso, Cristiano Ronaldo atuou pelo meio e Rooney ocupou o lado esquerdo do campo.Essa configuração tática complicou a vida da Roma, que teve dificuldade para encaixar a marcação sobre o concentrado Manchester United e tampouco encontrou espaços para jogar pelas laterais. Assim, com o time inglês mais preocupado com a parte defensiva e os donos da casa acuados em seu campo, o início do confronto desta terça foi extremamente truncado e limitado à intermediária. Aos poucos, porém, a Roma começou a dominar as ações da partida. Com mais velocidade na transição entre defesa e ataque, o time italiano viu o Manchester ter mais posse de bola, mas conseguiu apresentar mais volume ofensivo que os ingleses.Quando a Roma era melhor, o Manchester contou com o talento individual para abrir o placar no estádio Olímpico. Rooney recebeu passe de costas para a defesa na esquerda, girou o corpo e tocou na direita para Scholes. O meio-campista encontrou liberdade para dominar dentro da área e cruzou para trás. Cristiano Ronaldo apareceu entre os defensores e cabeceou no canto direito de Doni, que nada pôde fazer. O gol mudou radicalmente a situação da partida em Roma. Sem Totti, o time italiano passou a apostar somente em lançamentos longos para chegar ao campo de ataque. E o Manchester United, superior tecnicamente, preferiu tocar a bola lateralmente e manter o jogo em sua zona intermediária. O panorama só mudou no início do segundo tempo, quando o técnico Luciano Spaletti alterou a maneira de a Roma jogar. O time italiano adiantou seus meias abertos (Taddei pela direita e Mancini pela esquerda) e começou a usar com mais freqüência os espaços deixados às costas dos meias ofensivos do Manchester United. Com isso, a Roma começou a criar uma série de oportunidades para empatar. A melhor delas aconteceu aos 7 minutos do segundo tempo, quando Mancini recebeu cruzamento da direita na direção da primeira trave e cabeceou para trás. Totalmente livre na pequena área, o zagueiro Panucci bateu de primeira e mandou a bola por cima da meta.Assim como no primeiro tempo, porém, o Manchester aproveitou um momento de superioridade da Roma para marcar seu gol. Aos 21 minutos, Brown fez um cruzamento forte da direita e Park ajeitou de cabeça na segunda trave. Doni não segurou a bola na pequena área e a sobra ficou com Rooney, que apenas empurrou para as redes. O segundo gol dos ingleses tornou ainda mais evidente a diferença técnica entre as duas equipes.A Roma adotou postura mais ofensiva, disposta a descontar a diferença. E o Manchester, com isso, passou a ser o time mais perigoso em campo, com espaço para os contragolpes. Contudo, o time visitante não mostrou a mesma eficiência nas conclusões e perdeu a oportunidade de sair da Itália com uma vantagem ainda mais confortável.--------------------------------------------------Ricardo Inocencio é colunista do Futebol e Etc., e acha muito difícil o Manchester perder essa vaga.
Em meio ao mau momento que atravessa no Campeonato Espanhol, o Barcelona não se intimidou na cidade de Gelsenkirchen, na Alemanha, e deu um importante passo rumo à semifinal da Liga dos Campeões. Nesta terça-feira, o time catalão mostrou consistência na defesa e superou o anfitrião Schalke 04 por 1 a 0, com gol de Bojan aos 11 minutos do primeiro tempo.
Agora, o Barcelona pode até empatar a partida da volta no Camp Nou, dia 9 de abril, que garante a vaga entre os quatro primeiros clubes da competição européia. Já o time alemão precisa vencer por pelo menos 2 a 1 para avançar. Caso devolva o placar, o jogo será decidido nos pênaltis.O confronto desta terça-feira uniu dois clubes com retrospectos opostos na Liga dos Campeões. Enquanto o Barcelona, bicampeão do torneio, participa das quartas-de-final pela décima vez em sua história, o Schalke 04 não alcançava esta fase desde a temporada 1958-1959. Na ocasião, o time foi eliminado pelo também espanhol Atlético de Madri. O resultado também serviu para renovar as atuações da defesa do Barcelona, bastante criticada na Espanha durante a temporada. Isso porque a equipe sofreu 15 gols nas últimas sete vezes que entrou em campo pelo Nacional. Para a partida desta tarde, mais uma vez o meia Ronaldinho Gaúcho não constou nem mesmo na lista de reservas do técnico Frank Rijkaard.Com situação indefinida no clube catalão, o jogador ainda se recupera de uma suposta lesão muscular na perna direita, que o deixou afastado do time pela quinta vez consecutiva. Também sem contar com Lionel Messi, lesionado, o Barcelona não teve dificuldades para começar o jogo com total domínio das ações ofensivas. Com bom toque de bola, o time espanhol não se intimidou com os anfitriões e apostou nas jogadas pelas pontas para vencer a partida. E aos 11 minutos do primeiro tempo um desses ataques surtiu efeito. Após belo passe de Iniesta na esquerda, Henry rolou dentro da área para Bojan abrir o placar na Alemanha. Com isso, o jogador de 17 anos tornou-se o mais jovem a marcar um gol nas fases de mata-mata da Liga. Clube de maior popularidade em seu país, o Schalke 04 contou com grande apoio da torcida para tentar chegar ao empate. A equipe alemã apostou nas cobranças de falta para a área rival, mas as jogadas aéreas não foram o suficiente para passar pela defesa do Barcelona.No segundo tempo, o time da casa voltou mais organizado e levou maior perigo à meta de Valdés. Com isso, os visitantes foram forçados a dar prioridade à marcação, principalmente com a entrada de Rafa Márquez durante a etapa complementar. No fim, valeu a vontade demonstrada pela defesa dos espanhóis, que seguraram os ataques do Schalke 04 até o término do jogo.--------------------------------------------------Ricardo Inocencio é colunista do Futebol e Etc., e já vê o Barcelona praticamente nas semifinais da Champions League.
Casagrande. Um cara polêmico, sempre.O ex-jogador e comentarista da Rede Globo está isolado, longe dos filhos, dos amigos e da família.Segundo reportagem da Revista Placar, "Casão" está internado numa clínica para recuperação de pessoas intoxicadas. Suspeita-se que ele estava usando cocaína e heroína e que seu quadro clínico não era dos melhores.Em setembro do ano passado, numa dessas madrugadas da vida, ele capotou seu Jipe Cherokee e foi internado por uns dias no Hospital Albert Einstein, onde chegou a ficar 24 horas em coma, mas recuperou-se e voltou pra casa. Nas recentes transmissões de futebol pela Globo, Casagrande já estava ausente há um bom tempo e os boatos dizem que sua relação com Galvão Bueno não era nenhum mar de rosas, quase chegando as vias de fato na Copa de 2002, quando Casão tomou as dores de funcionários da emissora que teriam sido destratados pelo âncora esportivo.Confesso que essa notícia da internação me pegou de surpresa, já que tenho o "Casão" como um dos meus dez maiores ídolos da história corinthiana, porque comecei a entender e gostar de futebol justamente na época que ele estreava no Timão e acabou como artilheiro do Campeonato Paulista de 1982, com 28 gols.Fora isso, ele sempre foi um jogador "rebelde", desbocado, um garotão dentro e fora dos gramados. Mas muito eficiente dentro da área, tanto com a bola nos pés, como pelo alto quando marcava seus inúmeros gols de cabeça.Fez sucesso na Itália onde defendeu o Ascoli e o Torino, foi campeão europeu pelo Porto em 1987 e sua maior partida talvez foi aquela no Pacaembu pelo Brasileirão de 1993 quando defendia o Flamengo contra o Corinthians e o estádio todo gritava : "Volta Casão, seu lugar é no Timão" ou a famosa "Doutor, eu não me engano, o Casagrande é corinthiano"...e não é que o Corinthians venceu com um gol de Rivaldo, mas com a bola desviando na barriga do Casão ??? Inesquecível.E um ano depois ele estava de volta ao Pq. São Jorge, para chegar ao seu 100º gol com a camisa alvinegra e levar o povão ao delírio com sua vasta cabeleira e muita disposição.Após sua aposentadoria, Casagrande assumiu o microfone de comentarista da Rede Globo (em 1997) e com sua inteligência e visão de jogo tornou-se um dos mais respeitados no meio comunicativo. Sempre com análises precisas e bom humor.Torço pela sua recuperação rápida e que toda essa história não se apague. Volta Casão !!!--------------------------------------------------Ricardo Inocencio é colunista do Futebol e Etc. , e sempre considerou Casagrande um dos maiores artilheiros do Timão.
Enzo Francescoli, um dos maiores nomes do futebol uruguaio e Zinedine Zidane, que dispensa apresentações se reencontraram 12 anos depois para o lançamento da nova camisa do River Plate, em Buenos Aires.O evento foi patrocinado pela Adidas, fornecedora do material esportivo do River e como Zizou estava aqui pelos lados da América do Sul (esteve no Brasil uma semana antes), aproveitou para rever seu maior ídolo dentro do futebol.É isso mesmo, Francescoli é o maior ídolo e inspirador do craque francês.Pra quem não sabe, Zidane cresceu na cidade Marselha na França e no início dos anos 90, Enzo defendeu as cores do Olympique onde o então garoto Zidane era mais um torcedor. A habilidade e a elegância do uruguaio, além do bom trato à bola, fizeram com que Zizou gostasse tanto dele que chegou ao ponto de colocar o nome Enzo no seu 1º filho em homenagem a "El Principe".Em 1996, na disputa da Copa Intercontinental em Tóquio, eles se encontraram pela 1ª e única vez dentro de campo e a Juventus de Turim (time de Zidane, na época) levou a melhor sobre o River Plate (onde Enzo foi ídolo), vencendo por 1-0 e ficando com a taça.Esse reencontro foi sensacional e é uma pena que ambos já tenham se aposentado do futebol, quem dera que existissem jogadores tão bons assim hoje em dia.--------------------------------------------------Ricardo Inocencio é colunista do Futebol e Etc., e teve o privilégio de ter visto esses dois craques em campo.